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Nosso Município |
LIBERATO SALZANO
O Município de Liberato Salzano, situa-se no Norte do Estado do Rio Grande do Sul, na Região do Alto Uruguai a 400 m acima do nível do mar. Essa altitude torna o vento bastante quente. Apresenta uma área de 311 Km2 com uma topografia bastante acidentada e pouco variável. A maioria desta área está coberta de vegetação devido ao difícil acesso nestes terrenos. O Município conta com riquíssimo Parque Florestal, onde encontra-se madeira nativa e de lei. A população atual é de 6576 habitantes, destes, 1066 na área urbana e 5510 na área rural, composta de 1688 domicílios, 504 na área urbana e 1184 na área rural. A média é de 3,7 habitantes por domicílio. A taxa de crescimento anual é de 1,09.
Na primeira década do séculopassado, deu-se início a colonização. Desbravando a mata virgem, Marcolino Paiano, por motivo político, fugiu do Município de Palmeira das Missões e veio estabelecer-se aqui. Foi ele o primeiro morador desta terra. Já em 1931 um grupo de famílias proveniente do Município de Guaporé, constatando a fertilidade deste solo, veio fixar morada aqui dando início a um significativo progresso agrícola. Este grupo era formado pelas famílias de Antônio Ferrarini, Gervásio Folle, Vitorino Enderle, Armindo Enderle, João Dalla Corte, João Soranso, Jacó Pastório, Angelo Biasuz, Antonio Pauletti e Santo Marcolan. Este lugarejo passou a chamar-se de Marcolino em homenagem ao primeiro desbravador desta terra, senhor Marcolino Paiano. Logo Marcolino teve seu nome alterado em data incerta para Baitaca. Segundo informações de moradores da época, ter-se-ia dado este nome devido a grande quantidade de papagaios, ainda existentes, e de cor verde. Em 1958 foi alterado o nome de Baitaca para definitivamente Liberato Salzano, em homenagem ao saudoso Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, ex Secretário de Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, desaparecido tragicamente em um acidente aéreo. Quando denominado Marcolino, era vinculado ao território de Passo Fundo. Com o desmembramento político administrativo de Sarandi, do Município de Passo Fundo, Marcolino, e posteriormente Baitaca, passou a ser distrito do novo município de Sarandi. Com o movimento de emancipação Político Administrativa de Constantina, desmembrando-se de Sarandi, Liberato Salzano passou a ser Distrito de Constantina. Em 1963, o povo desta terra imbuído de um forte espírito de dependência político administrativa, iniciou o movimento emancipacionista. Em 22 de março de 1964, foi instaurado em todo o Distrito um plebiscito vencendo o “sim”. Em 1º de junho de 1964, através da Lei Governamental de nº 4.736, foi criado o Município de Liberato Salzano, hoje em pleno desenvolvimento.
O tempo passou, a população salzanense foi aumentando, com isso deu-se o marco inicial a agricultura com o cultivo do milho e feijão, logo após desenvolvendo-se o cultivo do soja, fumo, gado-leiteiro e suinocultura. Esse crescimento ocasionou a necessidade de um comércio, surgindo então os estabelecimentos dos senhores Alberto Araújo, Ricieri De Carli e Ernesto Ferrarini.
Com o desenvolvimento da povoação, também surgiu a necessidade de indústrias, como moinho de Etelvino Três, a sapataria de Hermínio Tonezer, Ferraria Saboti e serraria Tozi.
O ensino e a educação também foram um reflexo do desenvolvimento trazido pela colonização. O espírito também desenvolveu-se entre os moradores, surgindo a primeira capela que foi dedicada a devoção de São Roque.
Os primeiros imigrantes que chegaram em Marcolino, por volta de 1931, enfrentaram muitas dificuldades, pois não tinham estradas, precisavam abrir picadas que eram feitas com suas foices, facão ou até mesmo machados, derrubavam as matas para fazer as lavouras. As casas eram construídas aos poucos, eram construções feitas de tábuas e bem simples. Usavam como meio de transporte a carroça que era puxada por animais(burro), passavam muitas necessidades, o comércio no início era feito a base da troca de mercadorias. Não havia luz elétrica, o conforto entre os moradores era precário.
Aproximadamente dezoito anos depois da chegada das primeiras famílias de origem italiana em Marcolino, apesar de várias dificuldades encontradas por elas, sem medir esforços e com seu trabalho árduo, acabaram condicionando a população a uma boa infra-estrutura. A maioria era de origem italiana com pequena proporção de alemães e caboclos.
Hoje, Liberato Salzano, denominado “Terra da Diversificação”, tem sua base produtiva alicerçada na diversificação da pequena propriedade rural, com implantação de culturas como citros, hortifrutigrangeiros, gado de leite, cana de açúcar, fumo, parreiras e outros.
As agroindústrias garantem a absorção da produção e agregam valores aos produtos oriundos da pequena propriedade rural.
A cidade passa por um processo de urbanização que a tem transformado numa das mais belas da região, através de um trabalho desenvolvido pela Comissão Municipal de Urbanização, Administração Municipal e Comunidade. Nesta perspectiva de progresso, uma das preocupações mais recentes e latentes da administração, é a geração de emprego e renda através da atração de investidores ao município, com a implantação de indústrias de médio e grande porte, absorvendo a mão-de-obra local.
Só nós últimos anos instalaram-se as indústrias J Sports, de confecções, gerando 50 empregos, Laticínios Frizzo, gerando 30 empregos, Indústria de calçados Belpasso, com 200 funcionários e previsão de 500 empregos para 2006, funcionando em prédio próprio, edificado pela municipalidade, com 2500 m2, a ser inaugurado neste dia 1º de junho de 2006, com possibilidade de instalação de novas indústrias ainda neste ano.
Na área da educação, além da inserção no Programa A União Faz a Vida, presente no município desde 2002, que deu uma nova dimensão a educação, o município conquistou no ano de 2005, a educação de nível superior na modalidade à distância, já com três turmas em funcionamento, duas na área da educação e uma de administração, com projeção para vestibular, no final de 2006, para Serviço Social e Ciências Contábeis.
O mais nobre e antigo sonho dos salzanenses tornou-se realidade num esforço da administração, com a edificação da Praça Pública Municipal, já em fase de conclusão que será inaugurada em junho deste ano, constituindo-se numa das mais belas do estado. A praça, além do playground e quadra de futebol sete, abriga um labirinto verde, uma pista de caminhadas, um quiosque bem como inúmeros monumentos que resgatam a história do município e homenageiam seus habitantes como: a caixa d’água em forma de pipa, construída sobre o primeiro poço perfurado no município e que encontra-se no terreno da praça, homenageando os vitivinicultores; o altar da pátria em forma de laranja, homenageando os citricultores e, o chafariz em forma de mulher trabalhadora sustentando um taro de leite, que jorra água, homenageando a mulher e os produtores de leite.
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